O oásis arquetípico, fonte de alimento, água e abrigo é encontrado, quase por definição, em cenários remotos ou extremos, como uma ilha de vida e fertilidade cercada por terrenos áridos ou inóspitos. No entanto, as cidades, muitas vezes carentes de biodiversidade e localizadas em ambientes extremos, também são um contexto para oásis ou que precisam delas.

E como todos os espaços da cidade, os oásis urbanos são inerentemente arquitetônicos e incluem estruturas que permitem a criação de espaços verdes onde um parque não poderia existir.

Como os oásis urbanos são obras arquitetônicas, essas estruturas destinam-se a servir a papéis sociais, além de biológicos ou ambientais.

Cada projeto cria um local de contato com a natureza, mas também introduz espaços públicos onde não existiam antes. Alguns dos trabalhos são projetados para gerar mudanças econômicas também.

Cada projeto serve para reimaginar não só a arquitetura de nossas cidades, mas a própria narrativa da urbanização e desenvolvimento modernos.

1 – Invasión Verde por Denise e Claudia Ampuero, Lima, Peru

Invasión Verde surgiu como uma resposta à falta de espaços verdes incorporados durante os surtos de rápida industrialização e urbanização em Lima. O projeto efetivamente reverte esses processos, descascando superfícies urbanas para dar lugar a trechos de grama verde e colinas.

Cadeiras também foram criadas com materiais reciclados e vegetação. O projeto demonstra que os processos de desenvolvimento urbano não são unidirecionais, mas sim em constante estado de mudança contínua e entrópica.

2 – X-Scape por X-Scape, Tempe, Ariz., Estados Unidos

O espaço X-Scape foi criado para animar a área comum de um campus universitário. A equipe de design era composta de estudantes de várias disciplinas, cada um trazendo diferentes preocupações e prioridades – entre eles, a acessibilidade e a necessidade de introduzir mais vegetação no campus.

O resultado foi uma paisagem manufaturada, imitando formas orgânicas e acomodando a vida vegetal para servir como um ponto focal social e visual para toda a comunidade escolar.

3 – THE INFINITE GREEN por ADAM KALINOWSKI, Wrocław, Polônia

Em vez de imitar uma paisagem pouco desenvolvida, THE INFINITE GREEN cria uma plataforma abertamente arquitetônica para a vida vegetal urbana. Concebida como um “muro”, a estrutura desafia os usos convencionais das paredes como estruturas de exclusão ou detenção, sugerindo, ao contrário, possibilidades de a arquitetura apoiar o crescimento de ecossistemas diversos e dinâmicos.

Esta mudança de paradigma reflete-se não apenas na abundante vegetação que rebenta do pavilhão, mas na forma curvilínea da parede, curvando-se sobre si mesma, tornando a estrutura completamente inútil de acordo com critérios mais tradicionais.

4 – Growroom por Husum Lindholm Architects, Copenhague, Dinamarca

O Growroom do Husum Lindholm Architect é formalmente semelhante ao THE INFINITE GREEN, com paredes onduladas compostas por camadas de canteiros de plantas empilhados. No entanto, o projeto permanece fiel à noção de um oásis – não apenas como um espaço de vegetação, mas como fonte de força e sustento. Além de fornecer um local para o envolvimento da comunidade, a estrutura pretende servir como modelo para o futuro da agricultura urbana.

5 – The Green Embassy by Steffen Impgaard, Aarhus, Dinamarca

A The Green Embassy promove a agricultura urbana, alimentada por trabalho de crowdsourcing e envolvimento da comunidade. A estrutura funciona como uma sala de cultivo e uma oficina onde os cidadãos de Aarhus podem aprender a cultivar sua própria comida. Além de importar a agricultura para um contexto urbano, o projeto introduz uma arquitetura incomum a esse cenário, composto quase inteiramente de materiais orgânicos e apresentando um exterior feito de tiras de salgueiro.

6 – BREATHE by SO – IL, Milão, Itália

O design do BREATHE ilustra a luta para incorporar espaços verdes dentro de uma paisagem desenvolvida.

Espremida entre dois prédios, a estrutura se estende por cima dos telhados da vizinhança, como uma planta crescendo em direção ao sol. O projeto imagina uma nova relação entre espaços de convivência e vida vegetal, trazendo o oásis para dentro de casa.

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