LED e OLED são frequentemente comparados, mas enquanto o primeiro transformou o setor de iluminação, o segundo seguiu uma trajetória mais gradual de desenvolvimento e adoção. O desempenho, o tempo de vida e o custo separaram as duas fontes de iluminação, mas avanços recentes na tecnologia de painéis OLED, acompanhados por testes de campo bem-sucedidos, diminuíram a distância.

O básico

Os OLEDs, ou diodo emissores de luz orgânicos, compartilham uma parte de seu nome com os LEDs, mas é aí que as semelhanças terminam. Os LEDs usam dois eletrodos – um cátodo e um ânodo – para produzir e emitir luz e podem ser configurados em matrizes lineares ou circulares como um componente diretamente dentro da montagem da luminária. Os OLEDs comprimem compostos orgânicos entre o cátodo e o ânodo, que são então aplicados a um substrato que normalmente é rígido, como o vidro.

Nos últimos anos, os fabricantes de OLED exploraram outros substratos, como o plástico, que permitem painéis OLED flexíveis e curvos, bem como tamanhos e formas de painéis maiores, além do formato convencional de 2 polegadas quadradas ou 4 polegadas quadradas.

Talvez a distinção mais importante entre LEDs e OLEDs seja o tipo de luz que eles produzem. Os LEDs são fontes pontuais diretas que oferecem controle de feixe estreito e focado. Os OLEDs, em contraste, são uma fonte fina, plana, difusa e sem reflexos, e são adequados para iluminar ambiente ou iluminação de fundo, como sinalização.

Um fator que afeta a adoção industrial de qualquer fonte de luz é seu desempenho e, mais especificamente, sua eficácia, ou quantos lúmens são produzidos para cada watt que uma fonte consome.

A partir do relatório das Reuniões dos OLEDs do Departamento de Energia dos EUA (DOE) de outubro de 2016, a eficácia dos painéis OLED variou de 40 a 50 lúmens por watt (lm/W), comparada aos 98 lm/W de luminárias LED comerciais. Hoje, os painéis OLED podem produzir 85 lm/W.

Com estes avanços técnicos, surge uma oportunidade sem precedentes para desafiar as luminárias convencionais. Ainda assim, a mentalidade da indústria continua sendo um desafio persistente.

Como o desempenho dos painéis OLED da primeira e da segunda geração não conseguiam competir com os LEDs, os projetistas consideravam os OLEDs mais adequados para instalações especiais e projetos decorativos únicos.

Uma das primeiras luminárias com apenas OLED foi a lâmpada Early Future da Ingo Maurer, que apresenta 10 painéis OLED de 5,2 polegadas por 1,3 polegadas em um substrato de vidro. Projetado em 2008 e fabricado pela Osram Opto Semiconductors, a lâmpada Early Future foi, na maioria das vezes, um exercício experimental, já que o custo dos painéis OLED na época era muito caro.

Avanços dos OLEDs

Os fabricantes de painéis OLED não estão sozinhos na condução da adoção da tecnologia. Os fabricantes de luminárias têm um interesse especial, motivados pela qualidade da luz e pelo potencial de novos formatos e aplicações. A OLEDWorks é outra empresa que juntamente com a Acuity estão procurando aprimorar a tecnologia e educar profissionais de iluminação sobre OLEDs.

Sediada em Rochester, N.Y., a OLEDWorks é a única fabricante de painéis OLED com sede nos Estados Unidos. A empresa adquiriu a plataforma e a unidade de negócios Lumiblade OLED da Philips em 2015 e mantém escritórios em Aachen, Alemanha, onde a tecnologia Lumiblade se originou. O OLEDWorks desenvolveu três gerações de painéis OLED, todos com eficácias e tempos de vida cada vez maiores, o que, por sua vez, ajudou a reduzir o custo geral dos OLEDs.

A última geração, Brite 3, lançada no início deste ano, introduz uma forma redonda nos painéis OLED.

O OLED redondo pode fornecer até 200 lúmens e 75 lm/W, aceitável para aplicações de iluminação funcional, enquanto os painéis quadrados e retangulares podem fornecer até 300 lúmens e 85 lm/W. Todas as formas de painéis oferecem duas temperaturas de cor – 3000K (branco quente) e 4000K (branco neutro) – e um índice de reprodução de mais de 90 cores.

Os clientes da OLEDWorks adoram a qualidade da luz da mais recente família OLED, diz Gina Phelan, diretora de desenvolvimento de negócios da empresa. Juntamente com uma maior eficácia e vida útil aproximada de 100.000 horas, os OLEDs agora são uma opção atraente para a iluminação de ambientes arquitetônicos, apesar do seu custo ainda ser maior em relação aos LEDs.

Também incluído na família Brite 3 da empresa está o Curve, um dos primeiros painéis OLED flexíveis a atingir o mercado comercial. Produzida em vidro Corning Willow de 0,1 mm de espessura, a espessura da Curve totaliza aproximadamente 0,5 mm, tornando-a entre os mais finos produtos disponíveis até o momento.

OLEDs no trabalho

Embora as especificações técnicas mais recentes sejam promissoras por si só, poucas coisas são mais convincentes para os projetistas do que as instalações do mundo real.

Embora alguns ambientes em escritórios atualmente utilizem luminárias OLED,  foi só depois da instalação do programa DOE’s 2016–2017 Gateway program installation nos escritórios da DeJoy, Knauf & Blood (DKB), uma firma de contabilidade em Rochester, NY, co-fundada pelo presidente da OLEDWorks e co-fundador David DeJoy, que fez a indústria de iluminação ter uma instalação com dados de desempenho medidos e feedback do usuário que pode servir como referência para avaliação.

O projeto é notável por alguns motivos. Primeiro, ele incorpora vários tipos de luminárias OLED em todo o escritório, incluindo vários da Acuity Brands, para complementar as luminárias primárias (LEDs) do local de trabalho e a luz natural. Em segundo lugar, as luminárias OLED foram instaladas em locais visualmente proeminentes, incluindo salas de conferência e salas de descanso, para que os funcionários pudessem experimentar e executar atividades sob condições de iluminação OLED.

O estudo incluiu equipamentos com painéis OLEDWorks Brite 2 e drivers OLED dedicados (integrados e remotos) conectados a dimmers de zero a 10V.

De acordo com o relatório da Gateway de julho de 2017, nenhum dos painéis ou drivers OLED falhou durante o teste de nove meses, e nenhum dos painéis exibiu oscilações acima do permitido pelo IEEE (Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos). O estudo também descobriu que todos os equipamentos OLED entregam entre 21 lm/W e 58 lm/W, e que os níveis de luminosidade (a quantidade de luz fornecida) foi medido tão alto quanto 9.318 candelas por metro quadrado e tão baixo quanto 3.000 candelas por metro quadrado quando os funcionários diminuíram as luminárias.

Essas leituras são significativas porque demonstraram que as luminárias OLED fornecem uma quantidade de luz suficiente e confortável para realizar o trabalho sem qualquer desconforto visual.

No geral, o feedback dos funcionários da DKB foi positivo, os trabalhadores observaram que os equipamentos OLED fornecem uma iluminação suave e mínima de sombra, tornou as expressões faciais fáceis de ver e reconhecer. Eles também notaram que a luz OLED adicional no ambiente ajudou a aumentar o brilho geral da sala e foi particularmente boa para fornecer luz a superfícies verticais sem ofuscamento, e finalmente, os participantes elogiaram a capacidade e a facilidade com que eles podiam diminuir a luminosidade.

Expandindo o potencial de design dos OLEDs

Na primavera passada, o estúdio Rich Brilliant Willing (RBW), situado no Brooklyn, N.Y., usou os painéis OLEDWorks para a sua instalação “Light Infection”. Como a primeira incursão em OLEDs para o estúdio de design,  o projeto explorou o potencial escultural e funcional da tecnologia, incluindo diferentes conceitos de iluminação, como arandelas, pendentes superdimensionados em curvas S e arcos de até 3,5 metros de comprimento.

Como a RBW queria enfatizar a extrema flexibilidade e uniformidade da luz OLED, os projetistas usaram componentes finos e flexíveis, longos trechos de alumínio de 1/8 polegada e tecidos 3D de malha no design das luminárias OLED. Isso permitiu que o RBW explorasse gestos simples: luz e sombra, flexibilidade, flexão do material sob seu próprio peso e a irregularidade do tecido esticado em uma superfície.

como resultado, o trabalho oferece uma perspectiva de design que combina experimentalismo com pragmatismo e não é limitada pelos processos tradicionais de design de luminárias.

Já conhecia essa tecnologia? Se não, o que você achou? Deixe a resposta nos comentários.

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